Hospital de proximidade · ambulatório, diagnóstico, urgência e internamento a programar
Uma chegada que se compreende
O conjunto explora alas baixas articuladas por uma rua interior, com pátios que oferecem referências de orientação. A entrada pública conduz ao acolhimento e ao ambulatório; urgência e serviço têm aproximações distintas a desenvolver com a equipa. A relação com o jardim é pensada para diferentes condições de mobilidade e supervisão. O programa assistencial, a capacidade e a articulação com a rede de cuidados permanecem por definir. A arquitectura trabalha acolhimento, clareza e uma escala próxima, enquanto circuitos clínicos, segurança e expansão exigem verificação própria. O estudo permite discutir o que significa proximidade sem pressupor que todos os serviços possam partilhar os mesmos percursos.
Estudo conceptual não encomendado, sem cliente, terreno ou programa assistencial validado. Não documenta uma obra construída. Áreas, circuitos, equipamentos, especialidades e licenciamento dependem de desenvolvimento e validação pelas equipas competentes. Não são apresentados resultados clínicos.
Visualização assistida por IA e esquema editorial de relações programáticas. Não constituem levantamento, planta técnica ou modelo 3D dimensionalmente verificado.
Decisões de projecto
Separar chegadas públicas, urgentes e logísticas desde a implantação.
Usar pátios como referências sem criar percursos excessivamente longos.
Definir adjacências a partir do programa assistencial e dos fluxos reais.
Prever pausas acessíveis e acesso ao exterior compatível com supervisão.
JQG / 01–04
Da investigação ao espaço
Aplicação conceptual dos quatro eixos do manuscrito do autor sobre arquitectura como agente terapêutico indirecto. As decisões abaixo são hipóteses de projecto a testar com utilizadores e equipas clínicas.
01
Luz e ritmos do dia
Pátios distribuem luz e vistas, com sombra e continuidade de orientação durante a noite.
Como avaliar Simular luz e encandeamento; medir iluminação diurna e nocturna em protótipo, segundo utilização e orientação.
02
Organização e orientação
A rua interior e os pátios formam referências; público, urgência e logística têm acessos distintos.
Como avaliar Ensaiar percursos com utentes, acompanhantes e profissionais; registar desvios, dúvidas e distâncias.
03
Matéria e experiência sensorial
A escala baixa e lugares de pausa são acompanhados por controlo de ruído entre actividades.
Como avaliar Medir ruído e rever amostras, juntas e limpeza com manutenção e controlo de infecção.
04
Controlo e autonomia
Escolha de assento, companhia e contacto exterior é articulada com mobilidade e supervisão.
Como avaliar Testar alcance e compreensão dos comandos; recolher experiência de privacidade, escolha e repouso.
Critérios propostos para desenvolvimento e avaliação. Não são resultados medidos neste estudo. Uma futura avaliação pós-ocupação deverá distinguir experiência de uso, desempenho ambiental e resultados clínicos, com protocolo adequado.